“LIVROLÂNDIA”

Temos TEXTOS CRUÉIS DEMAIS PARA SEREM LIDOS RAPIDAMENTE, F*DEU GERAL, NÃO CONFIE EM NINGÚEM, existe também RESISTÊNCIA, GAROTA EXEMPLAR, tem OS IRMÃOS KARAMÁZOV, precisamos entender COMO AS DEMOCRACIAS MORREM, temos a POESIA QUE TRANSFORMA aplacando OLHOS D’ÁGUA, você pode ter a CLARICE na cabeceira que com suas personagens “busca a verdade gemendo”, temos AMIGOS, DISCOS & LIVROS um sketchbook para tudo registrar.
VOCÊ FICA TÃO SOZINHO AS VEZES QUE ATÉ FAZ SENTIDO como o VELHO BUKOWSKI.
E nas IRONIAS DO TEMPO, nesse MUNDO INVERTIDO, te damos 50% de chance a mais de se libertar, através dos LIVROS.

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Homenagem à Fernanda Young

F orte e feminista
E scritora de “Estragos”
R econhecia as “dores do amor romântico”
N a “sombra das vossas asas” iremos chorar
A ritmética ela também escreveu e somou
N os presenteou com “tudo que você não soube” e eu amei
D a série “os normais” ficam as largas risadas
A s pessoas dos livros” lamentam sua partida, descanse em paz!
❤😘🙏📚❤ por Alessandra Azevedo

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Vamos ler Machado?

Sim! O realismo do grande Machado de Assis é justamente o realismo da realidade nacional, vivida, observada, criticada e interpretada pelo mais agudo analista da nossa psicologia social. Sua obra permanece e é atual, na medida em que, em textos multissignificativos, evidencia, a partir de seu testemunho sobre o homem e a realidade de seu tempo, questões relacionadas com o homem de todas as épocas, numa temática que envolve, entre outros destaques o amor, o ciúme, a morte, a afirmação pessoal, o jogo da verdade e da mentira, a cobiça, a vaidade, a relação entre o ser e o parecer, as oscilações entre o Bem e o Mal, a luta entre o absoluto e o relativo.

Falemos um pouco sobre, Dom Casmurro. A nível aspectual, a trama é simples como o percurso das personagens no seu cotidiano. Uma história de amor, uma família de classe média no Rio de Janeiro antigo, sua ética, seus valores. Ao mesmo nível, o duvidoso adultério, deflagrador do desequilíbrio familiar e convertido em núcleo da ação desenvolvida. Quando pensamos apenas nesses aspectos a obra parece ter pouco a revelar. Mas quando a lemos como uma revisão existencial do personagem-narrador, buscando “atar as duas pontas da vida e restaurar na velhice a adolescência” como ele mesmo nos informa na narrativa, quando a entendemos, entre outras possibilidades, como um estudo acurado do ciúme e do comportamento psicológico do ser humano, o romance alcança outra representatividade e significação. Machado de Assis consegue através da simulação do particular, atingir dimensões de universalidade: seus personagens ultrapassam os próprios limites individuais, para se converterem em metonímias do homem do ocidente. Existem muitos “Dons”, “Capitus” e “Bentinhos” pelo mundo a fora.

A prosa machadiana, no âmbito da arte literária em geral e no espaço da Literatura Brasileira, em particular, continua viva e presente, e presente e viva permanecerá ainda por muito tempo, porque a mentira de sua arte é daquelas que conseguem revelar muito da verdade de nossa complicada condição humana.

ALIMENTE-SE DE PALAVRAS, LEIA!

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Cândido – Voltaire

“Havia na Vestfália, no castelo do senhor barão de Thunder-ten-tronckh, um jovem rapaz a quem a natureza havia dado os modos mais delicados. Sua fisionomia anunciava sua alma. Tinha o juízo bastante reto, com o espírito mais simples, foi por essa razão, quero crer, que o chamavam Cãndido.”

Assim começa o conto filosófico Cândido escrito em três dias segundo contam. Um obra surpreendente, em que não faltam aventura, ação, humor e crueldade. Os capítulos curtos, que funcionam como quadros que se sucedem, tornam a narrativa leve e ágil, que se lê de um só fôlego, mesmo hoje, tão distante do momento de sua escritura.

“Com velocidade e leveza, uma sucessão de desgraças, suplícios e massacres corre pela página, salta de capítulo em capítulo, se ramifica e multiplica sem provocar na emotividade do leitor outro efeito além de uma vitalidade alegre e primordial.” Italo Calvino

O leitor contemporâneo pode até não conhecer a obra de Voltaire, esse grande homem do Iluminismo francês, nem tampouco sua filosofia e a intenção que o levou a escrever Cândido, mas percebe que está diante de uma obra fantástica.

Esse pequeno grande livro, frequentemente chamado de milagre, expressa sua recusa em aceitar qualquer tipo de explicação sobre a existência e expressa também seu desejo de fazer algo com essa recusa: “cultivar seu jardim”. Cândido é essencialmente a autobiografia espiritual de Voltaire e nos oferece sua lição de que a melhor coisa que o homem tem a fazer é “cultivar seu jardim”, ou seja, “fazer o melhor que puder da sua vida, não se meter com a dos outros nem se envolver em empreitadas grandes demais. Mas ele fala em “nosso”, deixando claro que não recomenda o egoísmo, mas a cooperação.

Alimente-se de palavras, LEIA!

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Fernando Pessoa ortônimo, realizou a grande síntese de uma poética em losango.

Um dos maiores poetas em língua portuguesa, Fernando Pessoa (1888-1935) nasceu e morreu em Portugal, deixando uma obra vasta escrita em um dos momentos mais conturbados da história: o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.
O poeta é conhecido por seus inúmeros heterônimos, isto é, nomes fictícios com os quais assinou diversas de suas obras. No entanto, diferentemente de um “pseudônimo”, os heterônimos são “pessoas diferentes” provenientes de um mesmo autor.
Fernando Pessoa criou diversos deles, sendo os mais conhecidos e estudados: Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Bernardo Soares. Gostaria de chamar a atenção em especial para uma poética em losango, tendo-se em Alberto Caeiro o centro irradiador de reações opostas, como as que vão se manifestar em Ricardo Reis e Álvaro de Campos, o primeiro como tese e o segundo como antítese, encontrando-se afinal a síntese na poesia de Fernando Pessoa ele-mesmo. Ficção e poesia se interpenetram claramente, pois os heterônimos não passam de personagem de ficção poética, reagindo diante do mundo com suas formas diversificadas de olhar e de sentir. O poeta escreveu uma biografia para cada uma de suas “pessoas”, delineou suas características físicas e até mesmo inventou uma assinatura para os poetas.

IMPERDÍVEL!!!!! Contos completos, fábulas & crônicas decorativas, reúne 14 textos que Pessoa deixou concluídos e revisados, três deles antes inéditos em livro. O volume traz também três contos do escritor norte-americano O. Henry traduzidos por Pessoa. A organização ficou a cargo do poeta e tradutor angolano Zetho Cunha Gonçalves, um dos principais escritores de seu país. Nascido em 1960 e hoje vivendo em Portugal, Gonçalves foi indicado este ano pela Universidade de Lisboa ao prêmio Nobel da literatura, e é um dos principais especialistas na obra de Pessoa.

ALIMENTE-SE DE PALAVRAS, LEIA!

“Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso. ” F.P.

“Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens. ” F.P.

“Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali? ” F.P.

“Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. ” F.P.

 

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DIA NACIONAL DO LIVRO E O FUTURO DO BRASIL

Hoje é o Dia Nacional do livro, esse, que eu realmente penso ser o mudo que fala, o surdo que responde, o cego que guia; o morto que vive. Foi também através dele que inaugurei novas etapas em minha vida. Li alguns livros que nunca acabaram o que tinham para dizer, outros que semearam muitos pontos de interrogação, alguns foram do momento e outros serão para sempre. Mas também foi através deles que conheci pessoas e suas maneiras de pensar, procurei compreendê-las, mas nem sempre as admirei ou pude fazer delas, amigas.
Hoje acordei meio atordoada, envolta em um turbilhão de pensamentos, parecendo desabar, precisei decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; lembrei que aprendi com a amável Coralina, que, no caminho incerto da vida, o mais importante é o decidir. Decidi então, que independentemente da minha não admiração pelo cidadão Jair Bolsonaro(devido as suas declarações ao longo dos tempos), como brasileira e como pessoa que sempre pensa no coletivo, desejar um futuro pleno ao meu país.
Desejo de todo o meu coração que seja uma administração sólida e segura, com a escolha  de bons homens, que não economizem nem tempo, nem esforço e que com todo o apoio possível sejam implementadas todas as mudanças necessárias para o renascimento do nosso Brasil.
A palavra de ordem hoje e sempre, para mim, nunca será oposição e sim INTEGRAÇÃO!
As diferenças ao meu ver podem se dar pela dominação, pelo compromisso e pela integração.
A dominação é a vitória de um lado sobre o outro: só um dos lados consegue o que quer.
O compromisso é quando cada lado cede um pouco e abre mão de alguma coisa.: nenhum lado consegue o que realmente quer.
Pela integração significa achar uma maneira de encontrar um terceiro caminho, que inclua boa parte do que os dois lados desejam, sem que nenhuma parte tenha de fazer sacrifícios.
Hoje acordei viva, não sou dona da verdade, a mais inteligente nem a mais forte, mas pelo meu histórico de vida sei que reajo bem e me adapto às mudanças.
Desejo um “Brasil de boas mudanças” e livros para todos nós.

Lendo nos unimos para além do tempo e do espaço, e os limitados braços se põem a abraçar o mundo; a riqueza de outros nos enriquece.

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Os Contos de Fadas

“Os Contos de Fadas podem ser vistos como pequenas obras de arte capazes que são de nos envolver no seu enredo, de nos instigar a mente e comover-nos com a sorte de seus personagens.”

“Para as crianças os Contos de Fadas têm um valor inigualável, conquanto oferecem novas dimensões à imaginação da criança que ela não poderia descobrir verdadeiramente por si só. Ajuda mais importante: a forma e estrutura dos Contos de Fadas sugerem imagens à criança com as quais ela pode estruturar seus devaneios e com eles dar melhor direção à sua vida.”

Os Contos de Fadas podem até mesmo auxiliar no tratamento de crianças e adultos que sofreram traumas e conflitos interiores como morte, sexualidade, medos  entre outros  para o processo de ajuda na reconstrução e recuperação da sua autoestima. Também podem contribuir para o desenvolvimento criativo mostrando o potencial de cada individuo, pois servem como facilitadores, ajudando na solução de seus problemas, colocando a pessoa em contato com suas próprias emoções.

Você já conhece os contos de fadas originais? Publicados entre 1600 e 1800, estas versões foram esquecidas por muitas décadas por conta de seu teor mais adulto, complexo e imaginativo.

Alimente-se de palavras, LEIA!

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É TEMPO DE RENASCER

Temos motivos para acreditar que o mundo não passa de um campo de batalha maniqueísta, em preto-e-branco, onde o Bem e o Mal se confrontam numa série de Juízos Finais seculares. Com as despesas da PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL, SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E OS CUSTOS PARA SE EVITAR A TERCEIRA, poderíamos ter alimentado, vestido, abrigado e educado todos do planeta, várias vezes, por uma fração do custo das guerras do século XX. Entretanto, não o fizemos. Assistimos sistemas religiosos e políticos opressivos causando tantos danos às crianças e aos adultos, as disparidades econômicas gerais da aldeia global, deixando metade das pessoas do mundo desprovidas dos cuidados mais básicos da existência, tornando a educação quase um luxo. Muito difícil não se sentir revoltado, quando se sabe que essa mesma aldeia global possui a tecnologia e o dinheiro necessários para recuperar o problema do planeta em relação as crianças que morrem e correm perigo, além de possuir todos os manuais de melhores práticas e de boa governança para deles tirar proveito. Nós produzimos extremos: educação inadequada no mundo em desenvolvimento e educação desconstruída no mundo desenvolvido. A aldeia global possui a tecnologia e o dinheiro para recuperar o problema do planeta, contudo, falta vontade política para consertar o problema. Isso se deve ao fato de que, com notáveis exceções, a humanidade ainda tem que se afiliar a um paradigma humano compartilhado para a aldeia global do século XXI. Para nossa profunda tristeza, ainda existem os conflitos multifacetados no Oriente Médio, que se desdobram nas dimensões bíblica, imperial, teológica e comercial, que só persistem porque são marcados pela intolerância.
Mesmo diante de tantos indicadores da degradação humana e de sua enorme diversidade, precisamos compreender que esse mundo de tom acinzentado, onde os bonzinhos não são assim tão bons, e os malvados não são tão maus, ainda pode dar certo. Todo o sofrimento humano advém de egos cegos, corações egoístas e mentes gananciosas. O que temos diante de nós não são anjos, nem monstros, mas criaturas frágeis, confusas, às vezes nobres e outras vezes nadando num mar de ambiguidade. Não importa que sejamos ateus, agnósticos, pagãos, cristãos, muçulmanos, judeus, indianos, devemos ser humanos de direito. A fé em Deus ou deuses, orações poderosas sozinhas não redimem ninguém de venenos como o ódio, a cobiça e a inveja. Em mentes hipócritas são irradiados esses e outros pensamentos venenosos, e só se racionaliza o que é nocivo. De que adianta invocar nomes de divindades sagradas e amadas e seguir perpetrando atos profanos e odiosos? Nada, é pura hipocrisia. É melhor duvidar de Deus e fazer o bem, do que sair por aí professando a fé e causando malefícios. O ser humano evoluiu muito pouco, quase nada, por isso assistimos o presente repetindo os erros do passado.

Assistimos ao longo dos anos políticas malconduzidas baseadas em teorias mal digeridas  de redistribuição de renda que foram criadas por governos incompetentes, sociedades antes unidas pelo governo colonial se estilhaçaram, com consequências desastrosas.
Não temos necessariamente que gostar de nossos jogadores e sócios, afinal, inimigos históricos são sócios no maior negócio do mundo, o petróleo, no entanto, como líderes, deveriam se amar. O amor é lealdade, o amor é trabalho de equipe, o amor respeita a dignidade e a individualidade, esta é a força de qualquer organização, e a aldeia global funciona como uma grande organização. Porque fracassamos até agora não devemos nos julgar incompetentes é preciso determinação para se alcançar o sucesso. É preciso que se aperfeiçoe a mente, o coração, e que as ações entre os seres sejam repletas de gentileza, solidariedade, tolerância, inclusão e sentimentos altruístas. Não dá mais para ficar tudo como está, é tempo de renascer.

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Nietzsche, o filósofo da suspeita.

Nietzsche nasceu em 1844, em Röcken, Saxônia, na Prússia, filho de um pastor luterano que morreu quatro anos depois. Educado nas universidades de Bonn e Leipzig, foi nomeado para ensinar língua e literatura clássicas na Universidade da Basiléia, na Suíça, com apenas 24 anos, um fato realmente extraordinário. Esse foi o seu breve período de triunfante sucesso. Ele foi filólogo de formação(estudou a linguagem e documentos da antiguidade). Os alemães fizeram algo extraordinário no século XIX organizaram importantes textos da antiguidade incluindo os dos pré-socráticos e dos gregos.

Nietzsche é considerado “o filósofo da suspeita” porque nos convida a colocar sob suspeita, a suspeitar das nossas crenças, das nossas convicções de tudo aquilo em que a gente acredita.

Sobre Nietzsche pode-se dizer:

Que ele convida o leitor à experimentação, por entender que nós humanos não passamos de experiências ou por acreditar que não devemos deixar de fazer experiências conosco mesmos. Em seus textos, propõe fazer experimentos com o pensar significando perseguir uma ideia em seus múltiplos aspectos, abordando uma questão a partir de vários ângulos de visão, tratando de um tema assumindo diversos pontos de vista, enfim, refletindo sobre uma problemática adotando diferentes perspectivas.

“Leu muito mais ciência e literatura do que filosofia”.

“Entendia que para que a humanidade fosse posta nos trilhos, e saísse do enorme estado de enfermidade, seria preciso que o ser humano abandonasse os valores antigos e criasse novos.”

” Um dos importantes pensamentos da Filosofia Nietzschiana é a doutrina do eterno retorno do mesmo. A ideia de que esta situação que estamos vivendo aqui e agora, já ocorreu um número infinito de vezes e voltará a ocorrer outro número infinito de vezes.”

Nietzsche dialoga com à Ópera Tristão e Isolda de Wagner, no livro “O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música.”

“Os aspectos importantes de sua filosofia, tais como: além-homem, eterno retorno e vontade de potência são abordados no livro Assim Falava Zaratustra, escrito entre 1883 e 1885 em três volumes. Uma obra que narra as andanças e ensinamentos de Zaratustra por meio deste personagem.”

Nietzsche era contra os alemães do seu tempo, especialmente contra aquele tipo de alemão que se tornaria nazista e acabaria aceitando um líder semiletrado e psicopata.”

“Há, certamente, na filosofia de Nietzsche mais do que o suficiente para se recusarem todas as acusações que são feitas contra ele. ”

“Quando as raças se misturam, temos a fonte das grandes culturas.” Nietzsche

“Neste momento, gostaria que todos os antissemitas fossem fuzilados.” Nietzsche

Alimente-se de palavras, leia!

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Ler Assim Falou Zaratrusta significa mergulhar em parábolas que demonstram o talento estilístico de Nietzsche, nos envolvendo em uma teia de imagens oníricas que nos revelam episódios de sua biografia, nos arrebatando por uma rede de discursos que põem a nu seus experimentos filosóficos.

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Com a palavra a professora e especialista em Nietzsche, Scarlett Marton.

 

 

1984 de George Orwell

1984 foi um dos livros mais lidos no século XX e continua com força total no século XXI. É um alerta claro contra a loucura que permeia os tempos modernos. George Orwell ambientou esse pesadelo na Inglaterra num tempo que era na época o futuro próximo. Era um livro da Guerra Fria(teve início logo após a Segunda Guerra Mundial, disputa pela hegemonia política, econômica e militar no mundo entre Estados Unidos e União Soviética) e hoje anos após o fim da Cortina de Ferro(expressão usada por Winston Churchill para se referir à influência da União Soviética sobre os países socialistas do leste europeu), continua sendo um alerta contra um grave defeito da natureza humana, o desejo de poder total e controle. 

Escrito no final dos anos 40, esse livro histórico recebeu um título curto memorável, 1984.

A distopia é exatamente o oposto da utopia. A distopia de George Orwell é, portanto, um lugar onde só acontecem coisas horríveis. O planejamento de 1984 foi feito em 1943 e teria o nome de O Último Homem da Europa. Não foi, portanto, uma amarga e alucinada reação ao seu colapso final, como resultado da tuberculose nos pulmões que o matou em 1950, antes dele completar 50 anos. Retrata a deplorável vida individual dominada por um Estado imaginário, reminiscente da União Soviética, no futuro. Demonstra que sob o impiedoso socialismo a individualidade não é diminuida, mas totalmente destruída.

George Orwell, terminou o romance sob severas condições de saúde, mesmo assim, ao contrário do que muita gente pensa, o livro não é a vingança profética de um moribundo. Ao contrário: é satírico, mas cheio de esperanças; uma evocação do que poderia ter acontecido. Representava a visão de Orwell de tudo o que ele considerava detestável, mas pretendia ser um alerta, e não a afirmação, de um Estado do futuro.

O livro sempre foi um best-seller e já foi adaptado para o rádio, o teatro, a TV e o cinema. Isso deve ter feito muitas pessoas influentes repensar suas atitudes, o que talvez não acontecesse se o livro não houvesse sido escrito. Big Brother e outros termos de 1984 entraram para a linguagem universal, e a história, além de satirizar a pureza e fraude de Stalin, antecipa o quase exato desenvolvimento paralelo da tirania da correção política dos nossos tempos – um fenômeno tão horrível, que ninguém admite ser politicamente correto.

A influência de 1984 foi enorme. Tanta, que muita gente chegou a dizer que o livro “impediu o que foi profetizado”.

Orwell tem sido reivindicado pela esquerda e, por causa da sua sátira à União Soviética, A Revolução dos Bichos(Animal Farm), pela direita. Embora fosse, sem dúvida, um homem de esquerda, considerando suas atitudes de um modo geral – pacifista, anticapitalista, envergonhado por ter nascido numa família de classe média alta e disposto a dividir os valores simples da classe operária – , transformou-se, em essência, num anarquista conservador que odiava políticos.

Sobretudo, era um escritor e passou muito tempo procurando explicitamente um modo de manter suas ideias humanistas de reforma política sem perder sua independência.

Sua mudança de atitude, não de todo atípica para um britânico de esquerda do seu tempo, não pode ser ilustrada melhor em qualquer outro texto do que em dois comentários que deixou registrados.

O primeiro é de 1943:

“O mundo medonho que os milionários americanos e seus lacaios ingleses pretendem nos impor começa a tomar forma. O povo britânico, a massa, não quer tal mundo……..Sentimentalmente a maioria do povo deste país preferiria estar ligada à Rússia, e não aos Estados Unidos.”

O segundo é de 1947:

“Se você tivesse de escolher entre a Rússia e os Estados Unidos, o que escolheria….? Já não somos suficientemente fortes para ficar sozinhos. E, se falharmos na construção de uma união ocidental(ninguém deveria chamar a Comunidade Européia de união), seremos obrigados a longo prazo a subordinar nossa política a um outro Grande Poder. E, apesar de tudo o que se diz e está em voga, todos sabemos secretamente que deveríamos escolher os Estados Unidos”.

A Revolução dos Bichos tornou Orwell conhecido, mas 1984 lhe granjeou fama mundial. Isso, conforme Orwell reconheceu implicitamente, deveu-se muito a outra distopia bem menos conhecida no Ocidente : Nós, de Zamiatin. Entretanto, quando pensamos num rival de 1984, não é Nós que nos vem imediatamente à memória, mas Admirável Mundo Novo(1933), do romancista britânico Aldous Huxley, que passou a maior parte de sua vida nos Estados Unidos, onde acabou morrendo.

O livro Nós de Zamiatin é muito superior a 1984 em termos de imaginação. Embora 1984 esteja longe de ser um plágio, não poderia existir sem ele. Huxley se negou a reconhecer o livro de Zamiatin e declarou jamais tê-lo lido. É óbvio que o leu, e nenhum crítico sério jamais duvidou disso. Admirável Mundo Novo no entanto é mais profético do que imaginativo, mas acabou por ter sucesso. Nele, o autor expressou principalmente seu desgosto com os rumos do seu tempo em direção à superficialidade mental e à auto-indulgência sensual. Ele também deveu muito à obra Nós de Zamiatin, nunca admitiu por alguma razão desnecessária e conhecida apenas por ele mesmo – provavelmente vaidade, um mal que atinge a maioria dos escritores.

Orwell não plagiou Nós, também é verdade que ele não o transcendeu ou melhorou. A principal personagem feminina de Orwell , Julia, é insípida comparada com a incrível E – 330, de Zamiatin. O fato de Nós estar por trás de 1984 não diminuiu obviamente o livro de Orwell. 

A interligação existe e é preciso que se tire o melhor proveito dela.

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