O Coração das Trevas – Joseph Conrad

Uma história de ganância, enganos e assassinato, que criou um novo sinônimo para o mal.

O Coração das Trevas é a história de uma viagem em um grande rio nas profundezas de uma selva primitiva. A primeira vista é a história da decadência moral e física de um homem nessa floresta, contada por outro homem, enviado para encontrá-lo. Trata-se de uma das visões mais sombrias da natureza humana na literatura moderna.

Inicialmente Conrad acreditara na colonização européia na África, mas após presenciar os horrores do ” processo civilizatório” no Congo, tudo mudou.

Através de sua obra “O Coração das Trevas“, Conrad revelou ” o mito do colonialismo” e a sua perversidade.

Conrad entrou em contato direto com toda essa brutalidade no Congo e demorou muito tempo para superar, a traumática experiência. Ele disse:

“Eu era um animal até ir ao Congo”, com isso ele quis dizer que até então era um ser não pensante.

Ele definiu o que lá presenciou como, “a mais mesquinha disputa por riquezas que já havia desfigurado a história da consciência humana”.

Alguns anos após a saída de Conrad do Congo, a obsessão Belga passou do marfim para a borracha, o que exigiria um grande número de pessoas percorrendo a selva, em busca de seringueiras para cortar. Conrad havia partido, antes da pior das atrocidades do rei Leopoldo.

Ele batizou pomposamente sua colônia de “Estado Livre do Congo”. Leopoldo era uma amálgama da brutalidade, do assassinato, do cinismo e da mentira. A verdadeira encarnação do mal.

A obra de Conrad fala sobre as trevas do meio ambiente, que levavam as trevas da corrupção social e finalmente as trevas do coração, foi sobre isso que Joseph Conrad escreveu.

O que era o ” O HORROR”?

O horror do imperialismo, da destruição do caráter moral, o horror da hipocrisia olhando na escuridão para enxergar a verdade.

Texto compilado por Alessandra Azevedo.

Alimente-se de palavras, LEIA!

Sugestão de leitura:

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Teixeira e Sousa, o pai do romance brasileiro.

Antonio Gonçalves Teixeira e Sousa nasceu em 30 de março de 1812 na cidade de Cabo Frio – Rio de Janeiro. A maioria da crítica e historiografia brasileira, e até estrangeira, reconhece O filho do pescador, publicado em 1843, como o primeiro romance nacional. São eles: Sílvio Romero, José Veríssimo, Ronald de Carvalho, Aurélio Buarque de Holanda, Afrânio Coutinho, Antonio Candido, Alfredo Bosi, Alberto Ianonne, Domício Proença Filho, Vanderléia Oliveira, Hebe Cristina, João de Castro Araújo e Luciana Stegagno Picchio, da Universidade de Roma.

Teixeira e Sousa, embrião de Macedo, Alencar e Machado de Assis.

Em Joaquim Manuel de Macedo: A moreninha (1844). A insistência sobre os olhos negros, a descrição dos bailes, a leitura de declamação….

Teixeira e Sousa em O filho do pescador (1843). Os rapazes, filhos típicos da nossa classe média carioca, as brincadeiras dos jantares festivos, a prática da leitura e declamação e o uso da palavra “bailes” para designar as festinhas familiares…..

José de Alencar em Senhora (1875): “Seus olhos negros já não têm aqueles fulvos lampejos que despedem nos salões, e que a igual do mormaço, crestam. Nos lábios, em vez do cáustico sorriso, borbulha agora a flor d’álma a rever os íntimos relevos.”

Teixeira e Sousa: 32 anos antes (1843). Em O filho do pescador. “Debaixo de duas proporcionadas sobrancelhas lhe brilhavam dois grandes olhos negros, que, saltitando inquietos, pareciam brincar com inocentes amores.”

Teixeira e Sousa usou a antecipação da técnica de distanciamento entre narrador, personagem e autor, usada mais tarde por Machado de Assis.

A nossa sugestão de leitura é uma obra primorosa, que apresenta um ensaio biográfico do autor, embasado em pesquisa documental.

Obra escrita pela pesquisadora, Rose Fernandes.

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“LIVROLÂNDIA”

Temos TEXTOS CRUÉIS DEMAIS PARA SEREM LIDOS RAPIDAMENTE, F*DEU GERAL, NÃO CONFIE EM NINGÚEM, existe também RESISTÊNCIA, GAROTA EXEMPLAR, tem OS IRMÃOS KARAMÁZOV, precisamos entender COMO AS DEMOCRACIAS MORREM, temos a POESIA QUE TRANSFORMA aplacando OLHOS D’ÁGUA, você pode ter a CLARICE na cabeceira que com suas personagens “busca a verdade gemendo”, temos AMIGOS, DISCOS & LIVROS um sketchbook para tudo registrar.
VOCÊ FICA TÃO SOZINHO AS VEZES QUE ATÉ FAZ SENTIDO como o VELHO BUKOWSKI.
E nas IRONIAS DO TEMPO, nesse MUNDO INVERTIDO, te damos 100% de chance a mais de se libertar, através dos LIVROS.

ALIMENTE-SE DE PALAVRAS, LEIA

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Homenagem à Fernanda Young

F orte e feminista
E scritora de “Estragos”
R econhecia as “dores do amor romântico”
N a “sombra das vossas asas” iremos chorar
A ritmética ela também escreveu e somou
N os presenteou com “tudo que você não soube” e eu amei
D a série “os normais” ficam as largas risadas
A s pessoas dos livros” lamentam sua partida, descanse em paz!
❤😘🙏📚❤ por Alessandra Azevedo

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Vamos ler Machado?

Sim! O realismo do grande Machado de Assis é justamente o realismo da realidade nacional, vivida, observada, criticada e interpretada pelo mais agudo analista da nossa psicologia social. Sua obra permanece e é atual, na medida em que, em textos multissignificativos, evidencia, a partir de seu testemunho sobre o homem e a realidade de seu tempo, questões relacionadas com o homem de todas as épocas, numa temática que envolve, entre outros destaques o amor, o ciúme, a morte, a afirmação pessoal, o jogo da verdade e da mentira, a cobiça, a vaidade, a relação entre o ser e o parecer, as oscilações entre o Bem e o Mal, a luta entre o absoluto e o relativo.

Falemos um pouco sobre, Dom Casmurro. A nível aspectual, a trama é simples como o percurso das personagens no seu cotidiano. Uma história de amor, uma família de classe média no Rio de Janeiro antigo, sua ética, seus valores. Ao mesmo nível, o duvidoso adultério, deflagrador do desequilíbrio familiar e convertido em núcleo da ação desenvolvida. Quando pensamos apenas nesses aspectos a obra parece ter pouco a revelar. Mas quando a lemos como uma revisão existencial do personagem-narrador, buscando “atar as duas pontas da vida e restaurar na velhice a adolescência” como ele mesmo nos informa na narrativa, quando a entendemos, entre outras possibilidades, como um estudo acurado do ciúme e do comportamento psicológico do ser humano, o romance alcança outra representatividade e significação. Machado de Assis consegue através da simulação do particular, atingir dimensões de universalidade: seus personagens ultrapassam os próprios limites individuais, para se converterem em metonímias do homem do ocidente. Existem muitos “Dons”, “Capitus” e “Bentinhos” pelo mundo a fora.

A prosa machadiana, no âmbito da arte literária em geral e no espaço da Literatura Brasileira, em particular, continua viva e presente, e presente e viva permanecerá ainda por muito tempo, porque a mentira de sua arte é daquelas que conseguem revelar muito da verdade de nossa complicada condição humana.

Texto compilado por Alessandra Azevedo.

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Sugestões de leitura:

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Para os admiridadores do grande Machado de Assis um PRODUTO EXCLUSIVO do Clube do Livro União, a caneca BRUXO DO COSME VELHO:

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Cândido – Voltaire

“Havia na Vestfália, no castelo do senhor barão de Thunder-ten-tronckh, um jovem rapaz a quem a natureza havia dado os modos mais delicados. Sua fisionomia anunciava sua alma. Tinha o juízo bastante reto, com o espírito mais simples, foi por essa razão, quero crer, que o chamavam Cãndido.”

Assim começa o conto filosófico Cândido escrito em três dias segundo contam. Um obra surpreendente, em que não faltam aventura, ação, humor e crueldade. Os capítulos curtos, que funcionam como quadros que se sucedem, tornam a narrativa leve e ágil, que se lê de um só fôlego, mesmo hoje, tão distante do momento de sua escritura.

“Com velocidade e leveza, uma sucessão de desgraças, suplícios e massacres corre pela página, salta de capítulo em capítulo, se ramifica e multiplica sem provocar na emotividade do leitor outro efeito além de uma vitalidade alegre e primordial.” Italo Calvino

O leitor contemporâneo pode até não conhecer a obra de Voltaire, esse grande homem do Iluminismo francês, nem tampouco sua filosofia e a intenção que o levou a escrever Cândido, mas percebe que está diante de uma obra fantástica.

Esse pequeno grande livro, frequentemente chamado de milagre, expressa sua recusa em aceitar qualquer tipo de explicação sobre a existência e expressa também seu desejo de fazer algo com essa recusa: “cultivar seu jardim”. Cândido é essencialmente a autobiografia espiritual de Voltaire e nos oferece sua lição de que a melhor coisa que o homem tem a fazer é “cultivar seu jardim”, ou seja, “fazer o melhor que puder da sua vida, não se meter com a dos outros nem se envolver em empreitadas grandes demais. Mas ele fala em “nosso”, deixando claro que não recomenda o egoísmo, mas a cooperação.

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Fernando Pessoa ortônimo, realizou a grande síntese de uma poética em losango.

Um dos maiores poetas em língua portuguesa, Fernando Pessoa (1888-1935) nasceu e morreu em Portugal, deixando uma obra vasta escrita em um dos momentos mais conturbados da história: o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.
O poeta é conhecido por seus inúmeros heterônimos, isto é, nomes fictícios com os quais assinou diversas de suas obras. No entanto, diferentemente de um “pseudônimo”, os heterônimos são “pessoas diferentes” provenientes de um mesmo autor.
Fernando Pessoa criou diversos deles, sendo os mais conhecidos e estudados: Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Bernardo Soares. Gostaria de chamar a atenção em especial para uma poética em losango, tendo-se em Alberto Caeiro o centro irradiador de reações opostas, como as que vão se manifestar em Ricardo Reis e Álvaro de Campos, o primeiro como tese e o segundo como antítese, encontrando-se afinal a síntese na poesia de Fernando Pessoa ele-mesmo. Ficção e poesia se interpenetram claramente, pois os heterônimos não passam de personagem de ficção poética, reagindo diante do mundo com suas formas diversificadas de olhar e de sentir. O poeta escreveu uma biografia para cada uma de suas “pessoas”, delineou suas características físicas e até mesmo inventou uma assinatura para os poetas.

IMPERDÍVEL!!!!! Contos completos, fábulas & crônicas decorativas, reúne 14 textos que Pessoa deixou concluídos e revisados, três deles antes inéditos em livro. O volume traz também três contos do escritor norte-americano O. Henry traduzidos por Pessoa. A organização ficou a cargo do poeta e tradutor angolano Zetho Cunha Gonçalves, um dos principais escritores de seu país. Nascido em 1960 e hoje vivendo em Portugal, Gonçalves foi indicado este ano pela Universidade de Lisboa ao prêmio Nobel da literatura, e é um dos principais especialistas na obra de Pessoa.

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“Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso. ” F.P.

“Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens. ” F.P.

“Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali? ” F.P.

“Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. ” F.P.

Texto compilado por Alessandra Azevedo.

DIA NACIONAL DO LIVRO E O FUTURO DO BRASIL

Hoje é o Dia Nacional do livro, esse, que eu realmente penso ser o mudo que fala, o surdo que responde, o cego que guia; o morto que vive. Foi também através deles que inaugurei novas etapas em minha vida. Li alguns livros que nunca acabaram o que tinham para dizer, outros que semearam muitos pontos de interrogação, alguns foram do momento e outros serão para sempre. Mas também foi através deles que conheci pessoas e suas maneiras de pensar, procurei compreendê-las, mas nem sempre as admirei ou pude fazer delas, amigas.
Hoje acordei meio atordoada, envolta em um turbilhão de pensamentos, parecendo desabar, precisei decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; lembrei que aprendi com a amável Coralina, que, no caminho incerto da vida, o mais importante é o decidir. Decidi então, que independentemente da minha não admiração pelo cidadão Jair Bolsonaro(devido as suas declarações ao longo dos tempos), como brasileira e como pessoa que sempre pensa no coletivo, desejar um futuro pleno ao meu país.
Desejo de todo o meu coração que seja uma administração sólida e segura, com a escolha  de bons homens, que não economizem nem tempo, nem esforço e que com todo o apoio possível sejam implementadas todas as mudanças necessárias para o renascimento do nosso Brasil.
A palavra de ordem hoje e sempre, para mim, nunca será oposição e sim INTEGRAÇÃO!
As diferenças ao meu ver podem se dar pela dominação, pelo compromisso e pela integração.
A dominação é a vitória de um lado sobre o outro: só um dos lados consegue o que quer.
O compromisso é quando cada lado cede um pouco e abre mão de alguma coisa.: nenhum lado consegue o que realmente quer.
Pela integração significa achar uma maneira de encontrar um terceiro caminho, que inclua boa parte do que os dois lados desejam, sem que nenhuma parte tenha de fazer sacrifícios.
Hoje acordei viva, não sou dona da verdade, a mais inteligente nem a mais forte, mas pelo meu histórico de vida sei que reajo bem e me adapto às mudanças.
Desejo um “Brasil de boas mudanças” e livros para todos nós.

Lendo nos unimos para além do tempo e do espaço, e os limitados braços se põem a abraçar o mundo; a riqueza de outros nos enriquece.

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Os Contos de Fadas

“Os Contos de Fadas podem ser vistos como pequenas obras de arte capazes que são de nos envolver no seu enredo, de nos instigar a mente e comover-nos com a sorte de seus personagens.”

“Para as crianças os Contos de Fadas têm um valor inigualável, conquanto oferecem novas dimensões à imaginação da criança que ela não poderia descobrir verdadeiramente por si só. Ajuda mais importante: a forma e estrutura dos Contos de Fadas sugerem imagens à criança com as quais ela pode estruturar seus devaneios e com eles dar melhor direção à sua vida.”

Os Contos de Fadas podem até mesmo auxiliar no tratamento de crianças e adultos que sofreram traumas e conflitos interiores como morte, sexualidade, medos  entre outros  para o processo de ajuda na reconstrução e recuperação da sua autoestima. Também podem contribuir para o desenvolvimento criativo mostrando o potencial de cada individuo, pois servem como facilitadores, ajudando na solução de seus problemas, colocando a pessoa em contato com suas próprias emoções.

Você já conhece os contos de fadas originais? Publicados entre 1600 e 1800, estas versões foram esquecidas por muitas décadas por conta de seu teor mais adulto, complexo e imaginativo.

Alimente-se de palavras, LEIA!

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É TEMPO DE RENASCER

Temos motivos para acreditar que o mundo não passa de um campo de batalha maniqueísta, em preto-e-branco, onde o Bem e o Mal se confrontam numa série de Juízos Finais seculares. Com as despesas da PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL, SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E OS CUSTOS PARA SE EVITAR A TERCEIRA, poderíamos ter alimentado, vestido, abrigado e educado todos do planeta, várias vezes, por uma fração do custo das guerras do século XX. Entretanto, não o fizemos. Assistimos sistemas religiosos e políticos opressivos causando tantos danos às crianças e aos adultos, as disparidades econômicas gerais da aldeia global, deixando metade das pessoas do mundo desprovidas dos cuidados mais básicos da existência, tornando a educação quase um luxo. Muito difícil não se sentir revoltado, quando se sabe que essa mesma aldeia global possui a tecnologia e o dinheiro necessários para recuperar o problema do planeta em relação as crianças que morrem e correm perigo, além de possuir todos os manuais de melhores práticas e de boa governança para deles tirar proveito. Nós produzimos extremos: educação inadequada no mundo em desenvolvimento e educação desconstruída no mundo desenvolvido. A aldeia global possui a tecnologia e o dinheiro para recuperar o problema do planeta, contudo, falta vontade política para consertar o problema. Isso se deve ao fato de que, com notáveis exceções, a humanidade ainda tem que se afiliar a um paradigma humano compartilhado para a aldeia global do século XXI. Para nossa profunda tristeza, ainda existem os conflitos multifacetados no Oriente Médio, que se desdobram nas dimensões bíblica, imperial, teológica e comercial, que só persistem porque são marcados pela intolerância.
Mesmo diante de tantos indicadores da degradação humana e de sua enorme diversidade, precisamos compreender que esse mundo de tom acinzentado, onde os bonzinhos não são assim tão bons, e os malvados não são tão maus, ainda pode dar certo. Todo o sofrimento humano advém de egos cegos, corações egoístas e mentes gananciosas. O que temos diante de nós não são anjos, nem monstros, mas criaturas frágeis, confusas, às vezes nobres e outras vezes nadando num mar de ambiguidade. Não importa que sejamos ateus, agnósticos, pagãos, cristãos, muçulmanos, judeus, indianos, devemos ser humanos de direito. A fé em Deus ou deuses, orações poderosas sozinhas não redimem ninguém de venenos como o ódio, a cobiça e a inveja. Em mentes hipócritas são irradiados esses e outros pensamentos venenosos, e só se racionaliza o que é nocivo. De que adianta invocar nomes de divindades sagradas e amadas e seguir perpetrando atos profanos e odiosos? Nada, é pura hipocrisia. É melhor duvidar de Deus e fazer o bem, do que sair por aí professando a fé e causando malefícios. O ser humano evoluiu muito pouco, quase nada, por isso assistimos o presente repetindo os erros do passado.

Assistimos ao longo dos anos políticas malconduzidas baseadas em teorias mal digeridas  de redistribuição de renda que foram criadas por governos incompetentes, sociedades antes unidas pelo governo colonial se estilhaçaram, com consequências desastrosas.
Não temos necessariamente que gostar de nossos jogadores e sócios, afinal, inimigos históricos são sócios no maior negócio do mundo, o petróleo, no entanto, como líderes, deveriam se amar. O amor é lealdade, o amor é trabalho de equipe, o amor respeita a dignidade e a individualidade, esta é a força de qualquer organização, e a aldeia global funciona como uma grande organização. Porque fracassamos até agora não devemos nos julgar incompetentes é preciso determinação para se alcançar o sucesso. É preciso que se aperfeiçoe a mente, o coração, e que as ações entre os seres sejam repletas de gentileza, solidariedade, tolerância, inclusão e sentimentos altruístas. Não dá mais para ficar tudo como está, é tempo de renascer.

ALIMENTE-SE DE PALAVRAS, LEIA!

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