Jane Austen

O interesse suscitado pelos romances de Jane Austen (1775-1817) em todo o mundo ao longo dos dois séculos transcorridos desde sua publicação é inversamente proporcional à sua diminuta obra: apenas quatro romances publicados em vida, dois postumamente e umas poucas obras esparsas. Sua curta existência e as condições desfavoráveis em que criou seus personagens e suas histórias (quando não era considerado de bom-tom uma moça se dedicar a devaneios ficcionais, já que sua função social era casar e ter filhos), porém, não impediram que sua ficção, tão marcadamente pessoal, siga conquistando legiões de leitores ainda hoje nas mais diversas culturas.

Se por um lado Jane Austen retratou a vida mundana e aparentemente simples das jovens inglesas na virada do século XVIII para o XIX, e se por vezes é chamada de “escritora romântica”, por outro lado sua permanência se deve a um feliz e poucas vezes visto conjunto de talentos: à elegância e à rápida ironia de sua pena, a uma nova forma de crítica social e, é claro, a seus diálogos, lapidares e expressivos, que possibilitam que seus livros sejam continuamente adaptados para o cinema e a televisão (diálogos que figuram entre os mais inteligentes da literatura inglesa, de resto talvez o maior repositório de grandes diálogos da literatura universal).

As muitas qualidades da literatura de Jane Austen podem ser degustadas nos três romances: A abadia de Northanger – o primeiro de seus seis romances a ter sido escrito, embora só tenha sido publicado postumamente em 1817; trata-se de uma bem-humorada paródia aos romances góticos, os best-sellers à época da juventude da autora; Razão e sensibilidade, sua primeira obra a ser publicada, anonimamente, em 1811; e Orgulho e preconceito, de 1813, que é o livro mais difundido da autora.

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Jane Austen

“LIVROLÂNDIA”

Temos TEXTOS CRUÉIS DEMAIS PARA SEREM LIDOS RAPIDAMENTE, F*DEU GERAL, NÃO CONFIE EM NINGÚEM, existe também RESISTÊNCIA, GAROTA EXEMPLAR, tem OS IRMÃOS KARAMÁZOV, precisamos entender COMO AS DEMOCRACIAS MORREM, temos a POESIA QUE TRANSFORMA aplacando OLHOS D’ÁGUA, você pode ter a CLARICE na cabeceira que com suas personagens “busca a verdade gemendo”, temos AMIGOS, DISCOS & LIVROS um sketchbook para tudo registrar.
VOCÊ FICA TÃO SOZINHO AS VEZES QUE ATÉ FAZ SENTIDO como o VELHO BUKOWSKI.
E nas IRONIAS DO TEMPO, nesse MUNDO INVERTIDO, te damos 50% de chance a mais de se libertar, através dos LIVROS.

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Homenagem à Fernanda Young

F orte e feminista
E scritora de “Estragos”
R econhecia as “dores do amor romântico”
N a “sombra das vossas asas” iremos chorar
A ritmética ela também escreveu e somou
N os presenteou com “tudo que você não soube” e eu amei
D a série “os normais” ficam as largas risadas
A s pessoas dos livros” lamentam sua partida, descanse em paz!
❤😘🙏📚❤ por Alessandra Azevedo

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Vamos ler Machado?

Sim! O realismo do grande Machado de Assis é justamente o realismo da realidade nacional, vivida, observada, criticada e interpretada pelo mais agudo analista da nossa psicologia social. Sua obra permanece e é atual, na medida em que, em textos multissignificativos, evidencia, a partir de seu testemunho sobre o homem e a realidade de seu tempo, questões relacionadas com o homem de todas as épocas, numa temática que envolve, entre outros destaques o amor, o ciúme, a morte, a afirmação pessoal, o jogo da verdade e da mentira, a cobiça, a vaidade, a relação entre o ser e o parecer, as oscilações entre o Bem e o Mal, a luta entre o absoluto e o relativo.

Falemos um pouco sobre, Dom Casmurro. A nível aspectual, a trama é simples como o percurso das personagens no seu cotidiano. Uma história de amor, uma família de classe média no Rio de Janeiro antigo, sua ética, seus valores. Ao mesmo nível, o duvidoso adultério, deflagrador do desequilíbrio familiar e convertido em núcleo da ação desenvolvida. Quando pensamos apenas nesses aspectos a obra parece ter pouco a revelar. Mas quando a lemos como uma revisão existencial do personagem-narrador, buscando “atar as duas pontas da vida e restaurar na velhice a adolescência” como ele mesmo nos informa na narrativa, quando a entendemos, entre outras possibilidades, como um estudo acurado do ciúme e do comportamento psicológico do ser humano, o romance alcança outra representatividade e significação. Machado de Assis consegue através da simulação do particular, atingir dimensões de universalidade: seus personagens ultrapassam os próprios limites individuais, para se converterem em metonímias do homem do ocidente. Existem muitos “Dons”, “Capitus” e “Bentinhos” pelo mundo a fora.

A prosa machadiana, no âmbito da arte literária em geral e no espaço da Literatura Brasileira, em particular, continua viva e presente, e presente e viva permanecerá ainda por muito tempo, porque a mentira de sua arte é daquelas que conseguem revelar muito da verdade de nossa complicada condição humana.

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Cândido – Voltaire

“Havia na Vestfália, no castelo do senhor barão de Thunder-ten-tronckh, um jovem rapaz a quem a natureza havia dado os modos mais delicados. Sua fisionomia anunciava sua alma. Tinha o juízo bastante reto, com o espírito mais simples, foi por essa razão, quero crer, que o chamavam Cãndido.”

Assim começa o conto filosófico Cândido escrito em três dias segundo contam. Um obra surpreendente, em que não faltam aventura, ação, humor e crueldade. Os capítulos curtos, que funcionam como quadros que se sucedem, tornam a narrativa leve e ágil, que se lê de um só fôlego, mesmo hoje, tão distante do momento de sua escritura.

“Com velocidade e leveza, uma sucessão de desgraças, suplícios e massacres corre pela página, salta de capítulo em capítulo, se ramifica e multiplica sem provocar na emotividade do leitor outro efeito além de uma vitalidade alegre e primordial.” Italo Calvino

O leitor contemporâneo pode até não conhecer a obra de Voltaire, esse grande homem do Iluminismo francês, nem tampouco sua filosofia e a intenção que o levou a escrever Cândido, mas percebe que está diante de uma obra fantástica.

Esse pequeno grande livro, frequentemente chamado de milagre, expressa sua recusa em aceitar qualquer tipo de explicação sobre a existência e expressa também seu desejo de fazer algo com essa recusa: “cultivar seu jardim”. Cândido é essencialmente a autobiografia espiritual de Voltaire e nos oferece sua lição de que a melhor coisa que o homem tem a fazer é “cultivar seu jardim”, ou seja, “fazer o melhor que puder da sua vida, não se meter com a dos outros nem se envolver em empreitadas grandes demais. Mas ele fala em “nosso”, deixando claro que não recomenda o egoísmo, mas a cooperação.

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Fernando Pessoa ortônimo, realizou a grande síntese de uma poética em losango.

Um dos maiores poetas em língua portuguesa, Fernando Pessoa (1888-1935) nasceu e morreu em Portugal, deixando uma obra vasta escrita em um dos momentos mais conturbados da história: o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.
O poeta é conhecido por seus inúmeros heterônimos, isto é, nomes fictícios com os quais assinou diversas de suas obras. No entanto, diferentemente de um “pseudônimo”, os heterônimos são “pessoas diferentes” provenientes de um mesmo autor.
Fernando Pessoa criou diversos deles, sendo os mais conhecidos e estudados: Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Bernardo Soares. Gostaria de chamar a atenção em especial para uma poética em losango, tendo-se em Alberto Caeiro o centro irradiador de reações opostas, como as que vão se manifestar em Ricardo Reis e Álvaro de Campos, o primeiro como tese e o segundo como antítese, encontrando-se afinal a síntese na poesia de Fernando Pessoa ele-mesmo. Ficção e poesia se interpenetram claramente, pois os heterônimos não passam de personagem de ficção poética, reagindo diante do mundo com suas formas diversificadas de olhar e de sentir. O poeta escreveu uma biografia para cada uma de suas “pessoas”, delineou suas características físicas e até mesmo inventou uma assinatura para os poetas.

IMPERDÍVEL!!!!! Contos completos, fábulas & crônicas decorativas, reúne 14 textos que Pessoa deixou concluídos e revisados, três deles antes inéditos em livro. O volume traz também três contos do escritor norte-americano O. Henry traduzidos por Pessoa. A organização ficou a cargo do poeta e tradutor angolano Zetho Cunha Gonçalves, um dos principais escritores de seu país. Nascido em 1960 e hoje vivendo em Portugal, Gonçalves foi indicado este ano pela Universidade de Lisboa ao prêmio Nobel da literatura, e é um dos principais especialistas na obra de Pessoa.

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“Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso. ” F.P.

“Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens. ” F.P.

“Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali? ” F.P.

“Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. ” F.P.

 

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DIA NACIONAL DO LIVRO E O FUTURO DO BRASIL

Hoje é o Dia Nacional do livro, esse, que eu realmente penso ser o mudo que fala, o surdo que responde, o cego que guia; o morto que vive. Foi também através dele que inaugurei novas etapas em minha vida. Li alguns livros que nunca acabaram o que tinham para dizer, outros que semearam muitos pontos de interrogação, alguns foram do momento e outros serão para sempre. Mas também foi através deles que conheci pessoas e suas maneiras de pensar, procurei compreendê-las, mas nem sempre as admirei ou pude fazer delas, amigas.
Hoje acordei meio atordoada, envolta em um turbilhão de pensamentos, parecendo desabar, precisei decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; lembrei que aprendi com a amável Coralina, que, no caminho incerto da vida, o mais importante é o decidir. Decidi então, que independentemente da minha não admiração pelo cidadão Jair Bolsonaro(devido as suas declarações ao longo dos tempos), como brasileira e como pessoa que sempre pensa no coletivo, desejar um futuro pleno ao meu país.
Desejo de todo o meu coração que seja uma administração sólida e segura, com a escolha  de bons homens, que não economizem nem tempo, nem esforço e que com todo o apoio possível sejam implementadas todas as mudanças necessárias para o renascimento do nosso Brasil.
A palavra de ordem hoje e sempre, para mim, nunca será oposição e sim INTEGRAÇÃO!
As diferenças ao meu ver podem se dar pela dominação, pelo compromisso e pela integração.
A dominação é a vitória de um lado sobre o outro: só um dos lados consegue o que quer.
O compromisso é quando cada lado cede um pouco e abre mão de alguma coisa.: nenhum lado consegue o que realmente quer.
Pela integração significa achar uma maneira de encontrar um terceiro caminho, que inclua boa parte do que os dois lados desejam, sem que nenhuma parte tenha de fazer sacrifícios.
Hoje acordei viva, não sou dona da verdade, a mais inteligente nem a mais forte, mas pelo meu histórico de vida sei que reajo bem e me adapto às mudanças.
Desejo um “Brasil de boas mudanças” e livros para todos nós.

Lendo nos unimos para além do tempo e do espaço, e os limitados braços se põem a abraçar o mundo; a riqueza de outros nos enriquece.

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Os Contos de Fadas

“Os Contos de Fadas podem ser vistos como pequenas obras de arte capazes que são de nos envolver no seu enredo, de nos instigar a mente e comover-nos com a sorte de seus personagens.”

“Para as crianças os Contos de Fadas têm um valor inigualável, conquanto oferecem novas dimensões à imaginação da criança que ela não poderia descobrir verdadeiramente por si só. Ajuda mais importante: a forma e estrutura dos Contos de Fadas sugerem imagens à criança com as quais ela pode estruturar seus devaneios e com eles dar melhor direção à sua vida.”

Os Contos de Fadas podem até mesmo auxiliar no tratamento de crianças e adultos que sofreram traumas e conflitos interiores como morte, sexualidade, medos  entre outros  para o processo de ajuda na reconstrução e recuperação da sua autoestima. Também podem contribuir para o desenvolvimento criativo mostrando o potencial de cada individuo, pois servem como facilitadores, ajudando na solução de seus problemas, colocando a pessoa em contato com suas próprias emoções.

Você já conhece os contos de fadas originais? Publicados entre 1600 e 1800, estas versões foram esquecidas por muitas décadas por conta de seu teor mais adulto, complexo e imaginativo.

Alimente-se de palavras, LEIA!

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É TEMPO DE RENASCER

Temos motivos para acreditar que o mundo não passa de um campo de batalha maniqueísta, em preto-e-branco, onde o Bem e o Mal se confrontam numa série de Juízos Finais seculares. Com as despesas da PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL, SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E OS CUSTOS PARA SE EVITAR A TERCEIRA, poderíamos ter alimentado, vestido, abrigado e educado todos do planeta, várias vezes, por uma fração do custo das guerras do século XX. Entretanto, não o fizemos. Assistimos sistemas religiosos e políticos opressivos causando tantos danos às crianças e aos adultos, as disparidades econômicas gerais da aldeia global, deixando metade das pessoas do mundo desprovidas dos cuidados mais básicos da existência, tornando a educação quase um luxo. Muito difícil não se sentir revoltado, quando se sabe que essa mesma aldeia global possui a tecnologia e o dinheiro necessários para recuperar o problema do planeta em relação as crianças que morrem e correm perigo, além de possuir todos os manuais de melhores práticas e de boa governança para deles tirar proveito. Nós produzimos extremos: educação inadequada no mundo em desenvolvimento e educação desconstruída no mundo desenvolvido. A aldeia global possui a tecnologia e o dinheiro para recuperar o problema do planeta, contudo, falta vontade política para consertar o problema. Isso se deve ao fato de que, com notáveis exceções, a humanidade ainda tem que se afiliar a um paradigma humano compartilhado para a aldeia global do século XXI. Para nossa profunda tristeza, ainda existem os conflitos multifacetados no Oriente Médio, que se desdobram nas dimensões bíblica, imperial, teológica e comercial, que só persistem porque são marcados pela intolerância.
Mesmo diante de tantos indicadores da degradação humana e de sua enorme diversidade, precisamos compreender que esse mundo de tom acinzentado, onde os bonzinhos não são assim tão bons, e os malvados não são tão maus, ainda pode dar certo. Todo o sofrimento humano advém de egos cegos, corações egoístas e mentes gananciosas. O que temos diante de nós não são anjos, nem monstros, mas criaturas frágeis, confusas, às vezes nobres e outras vezes nadando num mar de ambiguidade. Não importa que sejamos ateus, agnósticos, pagãos, cristãos, muçulmanos, judeus, indianos, devemos ser humanos de direito. A fé em Deus ou deuses, orações poderosas sozinhas não redimem ninguém de venenos como o ódio, a cobiça e a inveja. Em mentes hipócritas são irradiados esses e outros pensamentos venenosos, e só se racionaliza o que é nocivo. De que adianta invocar nomes de divindades sagradas e amadas e seguir perpetrando atos profanos e odiosos? Nada, é pura hipocrisia. É melhor duvidar de Deus e fazer o bem, do que sair por aí professando a fé e causando malefícios. O ser humano evoluiu muito pouco, quase nada, por isso assistimos o presente repetindo os erros do passado.

Assistimos ao longo dos anos políticas malconduzidas baseadas em teorias mal digeridas  de redistribuição de renda que foram criadas por governos incompetentes, sociedades antes unidas pelo governo colonial se estilhaçaram, com consequências desastrosas.
Não temos necessariamente que gostar de nossos jogadores e sócios, afinal, inimigos históricos são sócios no maior negócio do mundo, o petróleo, no entanto, como líderes, deveriam se amar. O amor é lealdade, o amor é trabalho de equipe, o amor respeita a dignidade e a individualidade, esta é a força de qualquer organização, e a aldeia global funciona como uma grande organização. Porque fracassamos até agora não devemos nos julgar incompetentes é preciso determinação para se alcançar o sucesso. É preciso que se aperfeiçoe a mente, o coração, e que as ações entre os seres sejam repletas de gentileza, solidariedade, tolerância, inclusão e sentimentos altruístas. Não dá mais para ficar tudo como está, é tempo de renascer.

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Nietzsche, o filósofo da suspeita.

Nietzsche nasceu em 1844, em Röcken, Saxônia, na Prússia, filho de um pastor luterano que morreu quatro anos depois. Educado nas universidades de Bonn e Leipzig, foi nomeado para ensinar língua e literatura clássicas na Universidade da Basiléia, na Suíça, com apenas 24 anos, um fato realmente extraordinário. Esse foi o seu breve período de triunfante sucesso. Ele foi filólogo de formação(estudou a linguagem e documentos da antiguidade). Os alemães fizeram algo extraordinário no século XIX organizaram importantes textos da antiguidade incluindo os dos pré-socráticos e dos gregos.

Nietzsche é considerado “o filósofo da suspeita” porque nos convida a colocar sob suspeita, a suspeitar das nossas crenças, das nossas convicções de tudo aquilo em que a gente acredita.

Sobre Nietzsche pode-se dizer:

Que ele convida o leitor à experimentação, por entender que nós humanos não passamos de experiências ou por acreditar que não devemos deixar de fazer experiências conosco mesmos. Em seus textos, propõe fazer experimentos com o pensar significando perseguir uma ideia em seus múltiplos aspectos, abordando uma questão a partir de vários ângulos de visão, tratando de um tema assumindo diversos pontos de vista, enfim, refletindo sobre uma problemática adotando diferentes perspectivas.

“Leu muito mais ciência e literatura do que filosofia”.

“Entendia que para que a humanidade fosse posta nos trilhos, e saísse do enorme estado de enfermidade, seria preciso que o ser humano abandonasse os valores antigos e criasse novos.”

” Um dos importantes pensamentos da Filosofia Nietzschiana é a doutrina do eterno retorno do mesmo. A ideia de que esta situação que estamos vivendo aqui e agora, já ocorreu um número infinito de vezes e voltará a ocorrer outro número infinito de vezes.”

Nietzsche dialoga com à Ópera Tristão e Isolda de Wagner, no livro “O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música.”

“Os aspectos importantes de sua filosofia, tais como: além-homem, eterno retorno e vontade de potência são abordados no livro Assim Falava Zaratustra, escrito entre 1883 e 1885 em três volumes. Uma obra que narra as andanças e ensinamentos de Zaratustra por meio deste personagem.”

Nietzsche era contra os alemães do seu tempo, especialmente contra aquele tipo de alemão que se tornaria nazista e acabaria aceitando um líder semiletrado e psicopata.”

“Há, certamente, na filosofia de Nietzsche mais do que o suficiente para se recusarem todas as acusações que são feitas contra ele. ”

“Quando as raças se misturam, temos a fonte das grandes culturas.” Nietzsche

“Neste momento, gostaria que todos os antissemitas fossem fuzilados.” Nietzsche

Alimente-se de palavras, leia!

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Ler Assim Falou Zaratrusta significa mergulhar em parábolas que demonstram o talento estilístico de Nietzsche, nos envolvendo em uma teia de imagens oníricas que nos revelam episódios de sua biografia, nos arrebatando por uma rede de discursos que põem a nu seus experimentos filosóficos.

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Com a palavra a professora e especialista em Nietzsche, Scarlett Marton.